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Vídeo: entenda por que o dinheiro do Pronampe já acabou no BB e na Caixa

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal anunciaram ter esgotado 100% dos recursos em poucos dias. Na quinta, Itaú, único banco privado a operar a linha, teve instabilidade diante da alta demanda

No Banco do Brasil, recursos do Pronampe se esgotaram em apenas três dias (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

DECO BANCILLON | BRASÍLIA

Linha de crédito pensada para salvar micro e pequenos empresários durante a pandemia de coronavírus, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) mal foi lançado e já teve seus recursos esgotados nos dois principais bancos que operam a linha, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Isso acontece porque esses bancos têm direito a operar apenas 20% e 15% do montante total disponibilizado pelo governo federal para a linha, no total de R$ 18 bilhões. Assim, mal os recursos foram liberados e já se esgotaram. No BB, por exemplo, a linha durou apenas três dias.

Diante da corrida pelo dinheiro nas agências, o governo já avisou que irá liberar mais R$ 2,3 bilhões para BB e Caixa, que são os dois principais bancos a operar o Pronampe no país.

Nesta quinta-feira, 9/07, o Itaú Unibanco, primeiro banco privado a operar o programa, também começou a registrar os primeiros empréstimos para clientes. Mas, como era de se esperar, a demanda pela linha foi tamanha que o sistema do banco se tornou instável e a contratação ficou indisponível por parte do dia. Só no primeiro dia de liberação o Itaú atendeu 2.800 empresas, que contrataram cerca de R$ 410 milhões em empréstimos pelo Pronampe.

Como a demanda só tende a aumentar, é esperado que o governo remaneje parte dos recursos que estão alocados no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para que os bancos que estão operando a linha possam continuar realizando as operações.

Mas, além da falta de recursos, outros entraves dificultam o acesso de empresários ao Pronampe.

Confira o vídeo do canal #eAgoraBrasil

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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