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Sem auxílio emergencial, Bolsonaro aumenta limite do consignado

Presidente, que tem encontrado dificuldades para bancar o Renda Cidadã, preparou afago a aposentados e pensionistas, que agora poderão comprometer até 40% da renda com o empréstimo a juros menores. Medida deve injetar recursos na economia em momento de incertezas acerca da retomada do crescimento.

DECO BANCILLON E JUNIOR MEIRELLES | BRASÍLIA

Sem dinheiro para bancar o Renda Cidadã, programa que vai substituir o Bolsa Família e que pretende ser uma extensão do auxílio emergencial, o governo está tirando coelhos da cartola para garantir que não faltem recursos para a retomada da economia.

Nesta sexta-feira (02/10), foi publicada no Diário Oficial da União a Medida Provisória 1006/20, que amplia a margem de empréstimo a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelo texto da MP, será possível comprometer até 40% dos vencimentos com o empréstimo que tem juros menores, medida que beneficia justamente os mais pobres.

Por causa da pandemia, muitos trabalhadores ficaram sem fonte de renda. Com isto, aposentados e pensionistas passaram a ser responsáveis pelo sustento das famílias.

A ideia do governo ao editar a MP é dar um fôlego extra a essas famílias. Com isso, a margem de crédito consignado subiu de 35% para 40%, sendo 35% para o empréstimo consignado e mais 5% para saque ou pagamento da fatura do cartão de crédito. Esse novo limite é válido para empréstimos assinados até dia 31 de dezembro deste ano.

Sem auxílio emergencial, crescimento em 2021 seria menor

Estimativas da consultoria MB Associados dão conta que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 será de 2,2%. Caso o auxílio emergencial fosse estendido para o próximo ano, porém, esse incremento na economia seria de 4% em 2021, diz a MB Associados.

Para não ter um grande impacto na economia com o fim do auxílio, o governo federal anunciou o substituto do Bolsa Família, Renda Cidadã. Mas o novo programa ainda é uma incógnita, uma vez que o uso de precatórios para financiar suas despesas foi rejeitado por analistas e congressistas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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