Blog do Deco Bancillon

Palavrões, sincericídio e alívio a Bolsonaro

Tão aguardado vídeo da reunião ministerial que serviria para comprovar a alegada interferência do presidente na Polícia Federal gerou sentimentos controversos entre espectadores. Apoiadores viram um Bolsonaro fortalecido, ecoando promessas de campanha, enquanto detratores viram um governo sem rumo e agressivo, a exemplo do chefe do Executivo

Nesse vídeo para o canal “E agora, Brasil?” analiso as gravações da tão esperada reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria dito que iria interferir na Polícia Federal parar proteger familiares e amigos. Pelo que se viu nas quase duas horas de gravação, trata-se de farto material de campanha para 2022. No vídeo, Bolsonaro solta muitos palavrões, fala de família, de Deus e lança a frase que soa como poesia para qualquer armamentista: “o povo armado jamais será escravizado”. Falando muitos palavrões e soltando impropérios contra adversários políticos, ele endereça todos os anseios do militante bolsonarista mais ideológico, que ficou balançado após a saída do ex-juiz Sérgio Moro. Não por acaso, uma das ex-bolsonaristas mais ilustres, a deputada Janaína Paschoal, escreveu no Twitter que ficou desapontada com o conteúdo, ao constatar que a tão esperada “bala de prata” do vídeo era tiro n’água. E sentenciou: “Eu não sei se eu estou vendo a fita que vinha sendo anunciada. Realmente não sei. A fita que eu estou vendo reelege o presidente”. Ademais, há uma preocupante fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, dizendo que o governo deveria aproveitar que a imprensa estava focada no coronavírus para ir “passando a boiada” e aprovando medidas ambientais impopulares, sem necessidade de se discutir com a sociedade. Confira no vídeo do canal “E agora, Brasil?”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.