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Fim da crise? Mesmo na pandemia, vagas formais de carteira assinada superam demissões

Mês de outubro bate recorde em empregos de carteira assinada, mas, no acumulado do ano, situação ainda é desfavorável ao mercado de trabalho

JUNIOR MEIRELLES | BRASÍLIA

Com a retomada de vagas de empregos com carteira assinada, o mês de outubro superou setembro, gerando 394.989 mil contratações, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (26/11) pelo Ministério da Economia. Esse número foi o maior resultado para um mês de outubro desde 1992.

Em contratações, foram 1.548.628 e demissões, 1.153.639. Foi o quarto mês seguido em que as efetivações ultrapassaram os desligamentos. Mesmo assim, os resultados ainda não foram suficientes para recuperar os desligamentos durante o maior pico da pandemia em abril, mês que foi registrado 942.774 demissões.

O principal responsável para esse número histórico foi o setor de serviços, que registrou 156.766 postos de trabalho, seguido pelo comércio, com 115.647 vagas; indústria, 86.426; e construção, com 36.296. Já a atividade agropecuária contabilizou apenas 120 vagas.

Para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se a previsão se confirmar, o número de funcionários contratados no Brasil até o final de 2020 poderá ser maior que 2019. No ano passado, o país criou 644 mil empregos, melhor resultado em seis anos.

Desemprego

Mesmo com o salto de vagas formais divulgado pelo Caged, pesquisa que considera apenas empregos com carteira assinada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um novo recorde de 14,6% de desempregados no terceiro trimestre deste ano, atingindo 14,1 milhões de pessoas, maior taxa desde 2012 — alta de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A região que concentra mais trabalhadores informais é o Nordeste, que chega a 17,9%. Já na região Sul, esse percentual é de 9,4%. Entre os estados, a Bahia, com 20,7%, registra o maior contingente de desempregados. Em situação inversa, Santa Catarina tem o menor patamar, com apenas 6,6% da força de trabalho sem ocupação atualmente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.