Blog do Deco Bancillon

Brasil tem lockdown tupiniquim, com comércio fechado e povo na rua

Desde o início da crise, país viveu contrastes em medidas adotadas para vencer o coronavírus. Apesar das campanhas para que a população ficasse em casa, muita gente desrespeitou o isolamento. Ao mesmo tempo, por medo de uma pandemia incerta, comércios fecharam cedo demais, elevando o desemprego e antecipando, ainda em abril e maio, a tão temível segunda onda de quebradeira de empresas, que deveria vir apenas no segundo semestre.

Segundo país com mais mortes pelo coronavírus, o Brasil é um exemplo do que não se fazer no enfrentamento à doença.

Nesse vídeo, explico que há tipos de isolamento para conter o coronavírus: o distanciamento social, a quarentena e o lockdown. O Brasil, no entanto, quis inovar e adotou um meio termo que eu chamo de lockdown tupiniquim: é gente na rua, se contaminando e transmitindo o vírus, e comércio fechado. O modelo brasileiro tem custado vidas e empregos ao país, porque nem evita a superlotação de hospitais ou o fechamento de empresas. Com isso, a segunda onda da economia, com desemprego e falências generalizadas, que deveria vir somente daqui a dois ou três meses, já ocorre simultaneamente à primeira onda, de mortes pela doença. Sem coordenação das ações entre governo federal, estados e municípios, as medidas de isolamento continuarão a ter pouca eficácia. Enquanto isso, o Brasil sobe muitas posições no número de mortes e contágios pela Covid-19. Sem uma ação rápida e coordenada, iremos perder a guerra contra o vírus. E a pergunta que fica é: qual Brasil irá restar aos que sobreviverem no pós-pandemia?

Confira o vídeo:

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.