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Após corte do governo, auxílio emergencial chega para menos famílias

Resultados da Pnad mostraram que 1,4% deixou de receber a ajuda do governo entre setembro e outubro. Até o momento, foram gastos R$275,6 bilhões com os pagamentos

JUNIOR MEIRELLES | BRASÍLIA

O auxílio emergencial vai chegando ao fim e está beneficiando menos famílias. É o que revelam os dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19), que foram divulgados nesta terça-feira (01/12). Em outubro, a ajuda do governo chegou para 42,2% da população brasileira. Isso quer dizer que 29 milhões de famílias receberam o auxílio nesse período — uma diminuição de 1,4% em relação ao mês anterior, quando a ajuda chegou para 43,6% das famílias.

No mês de setembro, cerca de 29,9 milhões de famílias receberam o benefício. Essa baixa se deve ao pente fino que o governo federal está implementando em todos os cadastros do auxílio. O governo definiu novas regras para a concessão do benefício. Entre elas, quem conseguiu um emprego formal depois do recebimento das cinco parcelas anteriores do auxílio emergencial.

O valor médio recebido passou de R$ 902, em setembro, para R$ 688 por domicílio, em outubro. Segundo IBGE, o maior valor médio pago foi em agosto, correspondente a R$ 916. Depois das cinco primeiras parcelas de R$ 600 ou R$ 1.200, para mães chefes de família, foram acrescentadas mais quatro parcelas do auxílio no valor de R$ 300 ou R$ 600, para a chefe da família.

A pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é baseada em dois índices: saúde e trabalho, e mapeia mensalmente o impacto da pandemia de covid-19 na economia brasileira.

Economia

Para combater a pandemia, o governo federal destinou R$ 574,9 bilhões. A maior parte desse montante foi destinada para o pagamento das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade, sendo R$321,8 bilhões. Até o momento, foram gastos 85,6% deste repasse, ou seja, R$275,6 bilhões.

Em um evento realizado em Foz do Iguaçu (PR) nesta terça-feira (01/11), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que alguns querem perpetuar o auxílio emergencial no Brasil, sem citar nomes. E declarou que a prorrogação é o caminho certo para o insucesso.

A fala do presidente vai de encontro ao que disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em um evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em novembro. Na ocasião, Guedes afirmou que se houver uma segunda onda do novo coronavírus, é possível que governo e Congresso discutam a continuidade do benefício. Isso, claro, se o agravamento da doença levar ao país ter que decretar novamente o estado de calamidade publica, permitindo a liberação orçamentária para pagamento de mais parcelas do auxílio emergencial.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.