Blog do Deco Bancillon

Admirável mundo novo: nem a Covid-19 contém a onda inovadora da informática e da genética

Enquanto o mundo contabiliza perdas gigantescas na economia geradas pela pandemia, novos produtos, que antes estavam só na ficção científica, como carros voadores e comunicadores de pulso, continuam chegando às vitrines de lojas físicas e virtuais

SÍLVIO RIBAS | BRASÍLIA

Há ao menos uma dúzia de carros voadores certificados à venda no mundo, a telefonia deu lugar às conversas por vídeos, dinheiro físico segue em crescente em desuso, empresas privadas planejam a colonização de marte e robôs já substituem braços e intelectos de seres humanos em diferentes frentes de trabalho. Sim, o futuro brilhante desenhado pela ficção para o século 21 finalmente chegou e está pronto para disparar.

Claro que nem tudo são rosas nessa nova era de inovação tecnológica. Doenças, mazelas sociais e conflitos bélicos continuam a figurar como pano de fundo da sociedade global, embora tenha havido muito progresso também nessas questões. Mas o que se apresenta como aspecto mais empolgante da fase atual está na extraordinária velocidade potencial das transformações. E essa corrida para a total renovação do mundo se dará por meio de duas pernas: a inteligência artificial e a engenharia genética.

Com a evolução de algoritmos em redes sociais e outras plataformas, além de computadores de processamento ultrarrápidos, a informática criará atalhos para a solução de problemas e para a inovação tecnológica. Várias experimentações em segmentos distintos do conhecimento já são feitas em meio virtual, queimando etapas. Protótipos são concebidos e testados em telas, com cooperação online, e depois impressos tridimensionalmente. Isso sem falar de novos materiais, como grafeno, que rompem fronteiras.

Na outra tração desse futuro, a genética, há também campos gigantescos a serem explorados, que podem trazer respostas para desafios pesados para a humanidade, como o câncer e doenças congênitas. Por isso foi merecido o prêmio Nobel de Química concedido este ano às cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna. A dupla criou a ferramenta que faltava para a edição precisa e segura de DNA de plantas, animais e pessoas. Que revoluções sejam desencadeadas por essa façanha, resguardada a bioética.

Nesse meio tempo de muito futuro, torço também para avanços nas searas das energias alternativas, da nanotecnologia com fins pacíficos e nobres, da imunização em massa para os sempre maldosos vírus, do controle de pragas como o mosquito, da telemedicina, da oferta de materiais biodegradáveis e recicláveis e, por fim, do desenvolvimento de próteses biônicas aceitas pelo organismo – de membros inferiores e superiores a retinas dos olhos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.